Novo Secretário da Receita Federal cogita cobrar imposto sobre dízimos da Igreja

Em entrevista publicada pela Folha de São Paulo nesta segunda-feira (29), o secretário da Receita Federal, Marcos Cintra, explicou como o governo pretende criar a Contribuição Previdenciária (CP). Parte da reforma fiscal que deverá ser encaminhada ao Congresso ainda este ano, o novo tributo de 0,9% vai incidir sobre todas as transações financeiras.

 


Ao mesmo tempo prevê o fim da contribuição previdenciária que incide sobre a folha de pagamentos. “Vai ser pecado tributar salário no Brasil”, disse Cintra, que reconhece como a medida gerará polêmica.

“A base da CP é universal, todo o mundo vai pagar esse imposto, igreja, a economia informal, até o contrabando”, ressalta. As mudanças no regime fiscal do país, que virão como PEC (proposta de emenda constitucional) prevê o fim das imunidades tributárias para instituições religiosas e filantrópicas.

Faz parte dessa reforma a criação do Imposto Único Federal, que unificaria quatro tributos pagos atualmente pelo cidadão, com alíquota de cerca de 14%: PIS, Cofins, uma parte do IOF e o IPI.

Se aprovada, garante Cintra, o governo deverá “deixar de tirar dos salários R$ 350 bilhões por ano”. Ele entende que isso será benéfico para o cidadão comum, que pagará menos impostos.

Ao ser questionado se não teme reação negativa dos parlamentares ligados às igrejas, o secretário da Receita Federal minimiza.

“Estamos propondo um imposto que não elevará a carga tributária. Ela vai substituir impostos perniciosos.  será compatível com o mundo digital e vai pegar todo o mundo”, justifica.

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