Enem 2014: Qual o sujeito da frase: “Sabe de nada Inocente”?

Pessoal está rolando uma pegadinha no Facebook onde a pergunta intitulada é: “Enem 2014: qual o sujeito da frase: sabe de nada inocente?” Na foto abaixo você confere a pegadinha:

Enem 2014: Qual o sujeito da frase: “Sabe de nada Inocente”?

sabe-de-nada-inocente

 

Então responda: 

Qual a resposta correta para esta pergunta, e mais já pensou se essa moda pega e eles resolvem colocar essa questão no Enem 2014? kkkkkkkk

Bom a resposta certa é óbvia basta analisar o a frase “sabe de nada” se você observar de quem ele está falando? A quem ele está se referindo? Será que o sujeito da frase é simples? Indeterminado ou Inocente?

Vejamos as alternativas mais detalhadamente:

Sujeito simples – é quando na frase existe uma ação sendo praticada por um núcleo no singular ou plural. Mas por que um núcleo? Porque nem sempre o sujeito simples é uma pessoa, pode ser, por exemplo, um grupo (turma, bando, orquestra), um numeral (dois, cinco), um pronome (ele, ela, nós), uma palavra substantivada (o amor, o falar).

Exemplos:

a) Ana e Léo gostam um do outro. (núcleos: Ana e Léo)
b) As novelas e propagandas não acrescentam nada à vida. (núcleos: novelas e propagandas)
c) Eu e ele não queremos você chorando mais! (núcleos: eu e ele)
d) As uvas, os morangos e os mamões estão maduros demais! (núcleos: uvas, morangos e mamões)

Sujeito indeterminado – Ocorre quando não conseguimos determinar quem praticou a ação de fato. O sujeito existe, mas não conseguimos identificá-lo. Pode aparecer em duas situações:

1. O verbo aparece na terceira pessoa do plural dentro de um contexto, ou seja, de uma situação em que não foi citado o agente da ação anteriormente. Observe a diferença:

a) Armazenaram a comida em um depósito. (Alguém praticou a ação de armazenar, mas não se sabe quem.)

b) Os alunos fizeram a campanha de doação de alimentos. Então, armazenaram a comida em um depósito na escola. (É possível identificar quem praticou a ação de armazenar: os alunos).

2. O verbo aparece na terceira pessoa do singular e é acompanhado pelo pronome “se” como índice de indeterminação do sujeito, logo, a oração não possuirá objeto direto.

Exemplos:

a) Precisa-se de voluntários no hospital.
b) Aluga-se apartamento neste condomínio.
c) Come-se muito bem nesta cidade.

Sujeito Oculto x Indeterminado

Esses dois tipos de sujeito podem confundir o estudante, pois em alguns casos são bastante parecidos. Antes de analisarmos o que causa a confusão e como esses sujeitos se comportam em uma oração, o estudante tem de saber como encontrar o sujeito de uma oração. Faz-se o seguinte:

1- Encontra-se o verbo – ou a locução verbal – da oração;

2- Pergunta-se ao verbo – ou à locução verbal – quem é o sujeito por meio da seguinte frase: Que(m) é que …………? Nos pontilhados, coloca-se o verbo – ou a locução verbal – da oração. Por exemplo:

– A ganância predomina nas relações interpessoais.

Para se encontrar o sujeito, pergunta-se ao verbo Que é que predomina?

Resposta: A ganância.

O sujeito é classificado como simples, pois aparece escrito na oração.

Vejamos, agora, como os sujeitos oculto e indeterminado se comportam em uma oração:

Sujeito oculto

O sujeito se classificará como oculto em três ocasiões:


1- Quando o sujeito for um destes pronomes: eu, tu, ele, ela, você, nós ou vós, não surgindo na oração. Por exemplo:

Gosto de estudar. (Sujeito oculto: eu)

Aplicaremos os exames excepcionalmente em outubro. (Sujeito oculto: nós)

2- Quando o sujeito não aparecer escrito na oração do verbo em questão, mas surgir claramente em oração anterior. Por exemplo:

Você sempre diz que é sincero. Parece-me, no entanto, que mentiu para todos nós.

Nessa última frase, há quatro verbos: dizer, ser, parecer e mentir. Dois deles têm sujeito oculto: ser e mentir. Vejamos:

O sujeito do verbo dizer é simples, pois aparece escrito na oração em que o verbo dizer está: você.

O sujeito do verbo ser é oculto, pois não aparece escrito na oração em que o verbo ser está (que é sincero), mas surge claramente na oração anterior: Você sempre diz que você é sincero.

O sujeito de parecer é a oração que mentiu para todos nós: O que é que parece? Resposta: que mentiu para todos nós.

O sujeito de mentir é novamente oculto, pois não aparece escrito na oração em que o verbo mentir está (que mentiu para todos nós), mas surge claramente em oração anterior: Parece-me que você mentiu para todos nós.

3- Quando o verbo estiver no modo imperativo, que é o modo que indica ordem, pedido, conselho, apelo. Há duas exceções: os verbos bastar e chegar, acompanhados da preposição de, são impessoais, ou seja, não têm sujeito; por isso devem ser conjugados na terceira pessoa do singular.

– Rapazes, chega de conversa. (Verbo impessoal; oração sem sujeito)

– Meninas, basta de fofocas. (Verbo impessoal; oração sem sujeito)

Todos os outros verbos no imperativo têm sujeito oculto: tu, você, nós, vós e vocês.

– Rapaz, estuda! (Sujeito oculto: tu)

– Rapaz, estude! (Sujeito oculto: você)

– Rapazes, estudemos! (Sujeito oculto: nós)

– Rapazes, estudai! (Sujeito oculto: vós)

– Rapazes, estudem! (Sujeito oculto: vocês)

 Por tanto agora sabemos que a resposta para a pergunta citada no início do artigo é “sujeito oculto”, ou seja: o sujeito existe, está na terceira pessoa do singular. Mande essa resposta para seus amigos no Facebook clicando no botão compartilhar abaixo:

Termos:

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